Os deputados estaduais se revoltaram contra o secretário-chefe da Casa Civil, Eder Moraes, durante sessão ordinária nesta quarta-feira (7) e pediram ao governador Silval Barbosa (PMDB) para mudar o interlocutor do governo com o Poder Legislativo.
A crítica foi feita pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP), que ao reiniciar a sessão, reclamou da falta de interação com a Casa Civil. Segundo o parlamentar, desde segunda-feira (6) Eder Moraes não atende as ligações do líder do governo, Mauro Savi (PR).
“Esta pessoa não serve para ser o interlocutor do governo com a Assembleia. Quero pedir ao governador Silval Barbosa para que mude este interlocutor. Quem sequer atender uma ligação do líder do governo não serve para este cargo”, declarou.
Riva lembrou que o legislativo tem projetos relevantes para serem discutidos com o governo, como a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que serve para orientar a elaboração do orçamento para 2011, mas não há retorno por parte do secretário-chefe da Casa Civil.
O discurso do progressista foi reforçado pelo deputado estadual Ademir Brunetto (PT). “Este secretário não atende os deputados e é arrogante no pedestal deste cargo. Queremos a substituição do secretário-chefe da Casa Civil”, solicitou.
Este é um problema do qual o governador Silva Barbosa não precisava neste momento em que concentra forças para se dedicar a reeleição. O peemedebista precisa manter a união entre o Executivo e Legislativo para poder ter tranquilidade durante a campanha, por isso, Eder deverá correr para aparar as arestas,
Antes como secretário de Fazenda, Eder Moraes mantinha uma relação estável com os parlamentares, atendendo solicitações e participando de audiências na Casa, porém sempre foi alvo de "deputados-empresários", devido a política de austeridade fiscal adotada por ele na pasta. Mesmo assim, conseguiu manter um bom relacionamento com o Legislativo.
Já na Casa Civil, Eder parece enfrentar dificuldade para dar conta da demanda, principalmente, por causa da campanha, além da sua atuação no comando da pasta, ele ainda tentar ajudar o governador a se reeleger. O secretário também enfrentou fortes desgastes em sua imagem após o escândalo do superfaturamento dos maquinários.
Apesar das pressões, Eder resistiu e se manteve no cargo, ao contrário de Geraldo de Vitto e Vilceu Marchetti, ex-secretários de Administração e Infraestrutura, respectivamente, que foram exonerados.
Atualizada às 11h17/ Segunda atualização às 13h18
Fonte: www.olhardireto.com.br
Grato,
Antonio Guerino Zompero
Presidente Acomac/MT